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Noite das garotas: dos medos e aspirações


Deitadas na cama elas eram apenas três amigas que comiam brigadeiro de panela enquanto passava algum filme da Disney na televisão. Faziam planos para quando fossem adultas. Dividiriam um apartamento, cada uma teria seu quarto, namorados seriam proibidos em casa e seria divertido entrar em consenso sobre qualquer coisa se tratando de três personalidades tão diferentes.
Os anos passaram e novos rostos foram surgindo, antigos ficaram esquecidos; planos foram desfeitos e refeitos milhares e milhares de vezes. Os sonhos da infância deram lugar à aspirações maiores e mais sérias. Livros, festas, shows, conversas, mais livros. 
Antigos grupos foram se fechando, novos foram ganhando cada vez mais espaço. 
Agora os novos estão prestes a tornar-se velhos e os antigos, mais velhos ainda. As três que sonhavam em dividir um apartamento hoje mal se conhecem. Assim como o que estar por vir, é o novo, o desconhecido. 
Há medo? Talvez. Insegurança? Um pouco. Amadurecimento? Com certeza. 
Não há ganhos sem perdas, nem vive versa. E talvez aquelas três meninas ainda estejam por aí, com os mesmos desejos e medos, procurando as mãos umas das outras para se segurar, afim de adquirir a força e a coragem necessárias para seguir em frente. 

perdida


Eu não pertenço a esse lugar. Não conheço essas pessoas. E até meu reflexo no espelho me parece estranho.

Há marcas por todo o quarto, não bastavam as do coração. E eu procuro agoniada por algum canto em que você não esteja. Rápido, antes que o mar de lágrimas comece. 

Tarde demais, já estou emersa em pensamentos e lembranças, inicialmente agradáveis, mas que por algum motivo que desconheço o cenário começa a mudar. De repente, o sorriso das crianças some e a menina e a mulher não conseguem se encontrar. Duas partes que deveriam se completar andam em caminhos opostos, perdidas entre o antes e o depois. 

O agora? Eu nem sei e nem você, porque as almas estão desligadas e não sei mais de você e nem você de mim.

Saudade. Decepção. Esperança. Já não sei o que sentir. Já não sei o que falar e, o pior de tudo, já não sei mais com quem falar

Vazio

Há um vazio em meu peito, como se faltasse algo. E realmente falta, falta você. Saudade, acho que é esse o nome, mas como é possível se lhe vi faz pouco tempo? Não faz nem 24 horas que recebi seu abraço, ouvi sua voz, vi seu sorriso, senti seu perfume e já estou necessitando de tudo isso de novo, de novo e de novo, como se tudo isso fizesse parte de um ciclo, o qual nunca termina.

Me viciei em você, isso é fato. É um vício que não quero largar, sofro com a sua ausência, mesmo que por 5 minutos.Quando você sai é como se levasse uma parte de mim e só me sinto completa quando estou ao seu lado. Esse vazio me persegue todas as noites e não há fotos,cartas, mensagens e telefonemas que resolvam. Preciso de você por inteiro, de verdade, de carne, osso e coração.

Durmo e acordo pensando em você como se não tivesse mais nada com o que me preocupar, o resto parece não importar e, na verdade, talvez nem importe mesmo. Conto as horas, minutos e segundos para te ver de novo, mesmo que de longe, com esse sorriso lindo ou essa cara de preocupado, com qualquer humor e perfume. E o melhor de tudo, é a certeza de que essa hora vai chegar, todos o dias até o "para sempre" acabar.
 
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