12 setembro 2011

perdida


Eu não pertenço a esse lugar. Não conheço essas pessoas. E até meu reflexo no espelho me parece estranho.

Há marcas por todo o quarto, não bastavam as do coração. E eu procuro agoniada por algum canto em que você não esteja. Rápido, antes que o mar de lágrimas comece. 

Tarde demais, já estou emersa em pensamentos e lembranças, inicialmente agradáveis, mas que por algum motivo que desconheço o cenário começa a mudar. De repente, o sorriso das crianças some e a menina e a mulher não conseguem se encontrar. Duas partes que deveriam se completar andam em caminhos opostos, perdidas entre o antes e o depois. 

O agora? Eu nem sei e nem você, porque as almas estão desligadas e não sei mais de você e nem você de mim.

Saudade. Decepção. Esperança. Já não sei o que sentir. Já não sei o que falar e, o pior de tudo, já não sei mais com quem falar

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